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Agosto 17 2009

Pedro Álvares Cabral e a sua armada

 

 

Tendo-se comemorado, há nove anos, o 500.º aniversário da Descoberta do Brasil, vale a pena falarmos do Homem que descobriu oficialmente aquela que viria a ser “a Jóia da Coroa Portuguesa”. De facto, o Brasil, ao longo destes últimos séculos, muito viria a contribuir para o progresso da economia de Portugal, para o enriquecimento do nosso património e até, por via indirecta, para gestos de grande solidariedade humana para com muitos pobres do nosso País, por parte daqueles que deixaram Portugal, atravessaram o Atlântico, e no país-irmão granjearam fortuna, sem nunca esquecerem Portugal.

O Brasil foi descoberto em 22 de Abril de 1500 por Pedro Álvares Cabral, quando este importante navegador português seguia para a Índia, como comandante supremo de uma frota de 13 navios portugueses, com cerca de 1500 homens, que, partindo de Lisboa em Março desse ano, pretendia pôr em prática uma política de domínio, pela força, do Oceano Índico, decretada por D. Manuel, a pedido do 1.º Vice-rei da Índia, D. Francisco de Almeida.

Seguindo pela rota de Vasco da Gama até Cabo Verde, a armada de Pedro Álvares Cabral afastou-se, a partir daí, para Sudoeste, encontrando a Terra de Vera Cruz, como lhe chamou Pero Vaz de Caminha, na carta do seu achamento, que escreveu no dia 1 de Maio de 1500 e que foi, de imediato, enviada ao rei português.

Pedro Álvares Cabral nasceu no Castelo de Belmonte (Cova da Beira), pensa-se que por volta de 1467. Filho do alcaide-mor de Belmonte, Fernão Cabral, e de D. Isabel de Gouveia. Aos dez anos de idade, foi para a Corte, tendo sido moço fidalgo de D. João II, que o agraciou com uma tença de 13 mil reais, por serviços que a historiografia desconhece, mas que podem estar ligados a acções de espionagem a favor do rei, numa conjuntura de grande concorrência expansionista com os reis católicos.

Casou com a sobrinha de D. Afonso de Albuquerque, D. Isabel de Castro.

Aos trinta e poucos anos tinha a confiança absoluta do novo monarca (D. Manuel I) para ser nomeado Capitão-Mor da importante expedição militar que foi enviada à Índia, aparentemente com a missão pacífica de estabelecer relações amistosas com o Samorim de Calecut. Pelo caminho, fica a descoberta do Brasil.

Ainda hoje se levanta alguma polémica em torno da casualidade dessa descoberta. Quanto a nós partilhamos da ideia de que não houve qualquer acaso na importante descoberta do Brasil, mas antes fez parte do seu plano secreto de viagem fazer o reconhecimento das terras que já o clausulado do Tratado de Tordesilhas, assinado seis anos antes por D. João II, faz supor serem do conhecimento do bem informado monarca português.

Depois de oito dias bem passados na nova terra portuguesa e então baptizada de Terra de Vera Cruz, Pedro Álvares Cabral prosseguiu a sua viagem rumo à Índia. Em Calecut procurou fazer um acordo com o Samorim. No princípio tudo correu bem, e Portugal fundou aí uma feitoria. Mas a nefasta influência dos mercadores muçulmanos, tal como tinha acontecido aquando da viagem de Vasco da Gama, dois anos antes, acabou por provocar uma situação de conflito: todos os portugueses da feitoria foram massacrados pelos indianos, às ordens do Samorim. Como punição, Pedro Álvares Cabral bombardeou Calecut, queimou todas as naus muçulmanas ancoradas e seguiu para Cochim, onde estabeleceu um acordo amigável com o rei local. Na sequência desse acordo, carregou as naus que sobravam de pimenta e de outras especiarias e regressou a Lisboa.

Bem recebido por D. Manuel, quis este nomeá-lo capitão-mor de uma segunda expedição à Índia, a partir em 1502. Por motivos que não se conhecem bem, Pedro Álvares Cabral não aceitou essa responsabilidade e preferiu refugiar-se nas suas propriedades de Santarém, tendo caído em desagrado junto do rei. Faleceu em 1520, em Santarém, sendo sepultado na Igreja de Nossa Senhora da Graça, daquela cidade, onde ainda hoje o seu túmulo se encontra.

Representando importância primordial para o Brasil, quiseram, debalde, os brasileiros trasladar o seu corpo, para o país-irmão. Actualmente, o Castelo de Belmonte ostenta as bandeiras portuguesa e brasileira, em memória do notável feito a que acabamos de nos referir e que foi protagonizado pelo seu ilustre filho e nosso compatriota, o Grande Vulto Português – Pedro Álvares Cabral.

publicado por viajandonotempo às 12:02

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