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Outubro 21 2009

As Lutas Liberais no Concelho de Valongo

 (Parte 2)
 
                                                Comunicação apresentada por Manuel Augusto Dias no IV Congresso Histórico de Guimarães (no dia 27 de Outubo de 2006)
  

 

             3.3 – As vítimas humanas destas lutas
 
Foram muitas as vítimas humanas dos primeiros dias desta guerra a sério!
Mas os dados oficiais mudam, conforme a origem das fontes.
A Chronica Constitucional do Porto (de 28 de Julho de 1832, p. 50), afecta aos liberais, acerca deste assunto refere:
«A nossa perda entre mortos, feridos e extraviados, nas duas acções dos dias 22 e 23, pouco pode exceder de tresentos homens; a do inimigo, segundo todas as informações, excede a mil e duzentos; encontrando-se sobre a estrada de Penafiel, só feridos, cento e sessenta carros, não contando com a dispersão dos Corpos de Milícias, cujos individuos todos os dias se apresentão, pretendendo gozar, á sombra de um Governo Restaurador, do benefício que os restitue ás suas casas e ás suas famílias».
Já a Gazeta de Lisboa (de 31 de Julho de 1832, p. 883), simpatizante dos absolutistas, apresenta números substancialmente diferentes:
«Segundo Visconde de Santa Martha, Marechal de Campo, Comandante da 4ª Divizão. / Mortos e feridos nas acções de 22 e 23 de Julho:
Mortos 55 – Entre estes o Tenente de Cavallaria de Chaves, António José Paranhos, e o Alferes do Regimentos de Infantaria de Cascaes, Romão José Baptista.
Feridos 212/217 – Entre estes o Coronel de Voluntarios Realistas do Porto, José de Mello Peixoto, os capitães de cavallaria de Chaves Salvador de Carvalho Assis, e de Voluntários Realistas de Braga Manoel Alves Teixeira Torres, o Tenente de Infantaria de Vallença José Manoel Machado; o Ajudante do Batalhão de Voluntarios Realistas de Villa Real, António Xavier da Costa, e os Alferes Lopo António Saraiva, do Batalhão de Voluntarios Realistas de Braga; Bento José de Miranda, dos Voluntarios Realistas de Chaves, e Antonio Fillipe Pinto, das Milicias de Guimarães».                                                                                   
Independentemente da grande diferença dos números de uma e de outra fonte, o certo é que, só nestes dois dias (22 e 23 de Julho de 1832), nas batalhas travadas no actual concelho de Valongo, largas centenas de homens perderam a vida, ou ficaram gravemente feridos, naqueles que têm sido considerados os combates mais violentos das guerras do Cerco do Porto.
Ainda hoje existe, no lado direito da escadaria que leva à entrada principal da Igreja de Santa Rita (outrora integrada no Convento da Mão Poderosa), uma lápide que assinala o sarcófago onde repousam os restos mortais desses soldados que tiveram a desdita de cair na luta fratricida que cobriu de luto muitas famílias portuguesas.
         
  Lápide tumular do sarcófago com os restos mortais de alguns soldados da Guerra Civil (1832-1834)
 
 

  Reprodução da inscrição que se encontra na referida lápide tumular

 

Durante o mês de Agosto de 1832, entre Alfena (vale do rio Leça) e a Formiga (nascente do Rio Tinto), estabeleceu-se a linha de fogo entre os exércitos inimigos, o que, na prática, representou um avanço dos absolutistas. Dois meses mais tarde, o General Conde de Santa Marta, avançou ainda mais em direcção ao Porto, instalando a 2.ª Brigada da 2.ª Divisão (constituída por cerca de 7 mil homens) em Águas Santas.
Terá sido nessa ocasião que o actual Colégio de Ermesinde, ao tempo Convento dos Religiosos Eremitas Descalços de Santo Agostinho, serviu de Hospital das forças de D. Miguel, que aqui terá estado mais de uma vez.
 
3.4 – O Convento da Mão Poderosa serviu de Hospital às Forças Miguelistas
O Director do Hospital era o Dr. António Paulo Anjo Viegas de Oliveira Freire. A esse Hospital Militar, em pleno teatro de operações, começaram a chegar, de todos os lados, os meios indispensáveis ao socorro dos feridos, que resultavam de dádivas, que a Gazeta de Lisboa, ia publicitando. Lençóis, cobertores, mantas, enxergões, roupas, material de enfermagem eram os donativos que apareciam em maior número, e os ofertantes eram quase sempre, mosteiros, conventos e outras instituições religiosas.
 
 
Fachada Nascente do antigo Convento da Mão Poderosa (Ermesinde – Valongo)

 

Não nos é fácil imaginar o desespero e sofrimento dos combatentes feridos! Mas era, por certo, cenário horrendo, aquele em que os carros de bois, vagarosos e indiferentes, transportavam os feridos, entre estridentes gritos de dor e de morte, desde a linha avançada de combate até ao Hospital, às vezes em percursos de mais de 5 quilómetros.
Os feridos mais graves, dos recontros mais violentos, como foram os de 22 e 23 de Julho, e, sobretudo, os que aconteceram nos dias 8 e 29 de Setembro, 11 e 12 de Novembro de 1832, e 5 e 25 de Julho de 1833, mesmo que ainda manifestassem ténues sinais de vida, eram desprezados (ou atirados à vala comum), para socorrer, prioritariamente, aqueles em que se notava alguma possibilidade de sobrevivência.
 
     3.4.1 - Visita de D. Miguel ao Hospital da Formiga no 
   dia 20 de Dezembro de 1832
 
D. Miguel visitou o Convento dos Religiosos Eremitas Descalços de Santo Agostinho, na Formiga, onde estava instalado o Hospital das suas tropas, no dia 20 de Dezembro de 1832.  
No fim desse primeiro ano em que a Guerra Civil se declarou, D. Miguel, com o objectivo de dar alento e apoio às suas tropas, deslocou-se aos vários centros de operações para que a sua presença fosse capaz de dar novo fôlego aos seus soldados e anular o efeito da propaganda liberal.
Um dos locais que visitou foi o Hospital Militar da Formiga. A Gazeta de Lisboa, n.º 304, trouxe a notícia, donde transcrevemos alguns excertos.
            No dia 16 de Dezembro, D. Miguel esteve em Valongo; no dia seguinte, passou revista “as tropas, que estávão ao Norte do Douro, e dellas recebeo novos testemunhos de lealdade de amor”; a 19, foi visitar “a Fabrica de Ferro a Crestuma” e na manhã do dia 20, passou revista “a tres Corpos da Columna movel, que ainda não tinha recebido esta honra”, para, no mesmo dia e imediatamente a seguir, passar a última revista, desta vez “ao Hospital de Sangue da Formiga” (Gazeta de Lisboa, n.º 304, p. 1477):
«... Depois da última revista Dirigio-se ElRei Nosso Senhor ao Hospital de Sangue da Formiga, percorrendo todas as suas enfermarias, demorando-se particularmente naquella em que estão os bravos militares, que forão feridos no campo da honra na justa defeza do Rei e da Patria. He impossivel explicar as demonstrações de benignidade, e de affecto, que ElRei Nosso Senhor Prodigalizou áquelles seus leaes Vassalos, como tambem se não póde pintar a emoção, que nelles, e em todos os circunstantes causou aquella scena verdadeiramente interessante, e pathetica. Depois de haver Sua Magestade assim penhorado dos mais vivos sentimentos de gratidão, e contentamento aquelles fieis guerreiros Seus defensores, Passou à Enfermaria onde se curão os prizioneiros rebeldes, que se achão feridos, e Patenteando toda a Grandeza de Seu animo verdadeiramente Real, e da Sua Piedade e Clemencia verdadeiramente Christã, Tratou com a mesma bondade e carinho aquelles seus inimigos, que tinhão vindo armados a este Reino com o sacrilego fim de atacar os direitos da sua incontrastavel Legitimidade. He escusado referir a sensação, que em todos produzio espectaculo tão tocante. Concluido este acto, tomou ELRei Nosso Senhor em direitura o caminho de Braga».
Mas, nas imediações da cidade do Porto, a Guerra continuava. Durante longos meses, os liberais e os portuenses vivem uma situação verdadeiramente desesperada, onde ocorrem epidemias, fome, indisciplina, revolta, deserções e até atrasos no pagamento dos soldados. A reviravolta tarda em surgir, mas, quando surge, no final da Primavera e início do Verão de 1833, corre a favor dos liberais, que podem, finalmente, sonhar com a vitória.
            Pode parecer-nos estranho, mesmo a esta distância de quase dois séculos, como é que as forças liberais, em manifesta minoria, e restringidas ao espaço físico de uma cidade apenas (ainda que se trate da 2.ª mais importante do País), conseguiram triunfar? Parece-nos que a chave da vitória esteve no querer dos ideais liberais, e, sobretudo, na determinação de alguns dos seus mais destacados protagonistas.
            Neste particular, subscrevemos por inteiro, Eugénio dos Santos quando, a este propósito, escreve: Os liberais triunfaram «por serem conduzidos por grandes chefes. Foram estes que minguaram aos miguelistas. Soldados nunca lhes faltaram, em número. Do que nunca dispuseram foi de cabos-de-guerra determinados, de um comando eficaz e catalisador, de solidariedade de chefias» (Eugénio dos Santos, D. Pedro IV, p. 230)
      4 - A criação do Concelho de Valongo      
         Esta Guerra terminava na Primavera de 1834 com o triunfo de D. Pedro e dos Liberais. O Absolutismo estava definitivamente afastado do poder em Portugal (mas não as guerras civis, que ainda haviam de flagelar o Reino, de Norte a Sul, com os Levantamentos da “Maria da Fonte” e da “Patuleia”).
Mas voltemos ao triunfo de D. Pedro, à vitória da causa liberal e, sobretudo, aos seus efeitos. Interessa-nos aqui, particularmente, o caso de Valongo.
Diz-se na região, que D. Pedro IV, na conjuntura destas guerras, ao atravessar a localidade, «estranhara que ela fosse ainda simples freguesia, dado tratar-se de tão grande povoado, situado em local agradabilíssimo e importante pelo seu comércio e indústria» (António Russo Cabrita e Maria Margarida Silva, Monografia do Concelho de Valongo, p. 50).
Ora, pouco tempo após a derrota de D. Miguel e dos Absolutistas, foi criado o Concelho de Valongo, como justa homenagem e gratidão ao povo valonguense por ter ajudado os liberais durante a Guerra.
 No Decreto de 28 de Novembro de 1836, que cria o município de Valongo, a Rainha (D. Maria II) refere, expressamente, que esta terra lhe merece gloriosa recordação por ter sido daí que D. Pedro IV, seu pai, dirigiu a vitoriosa Batalha da Ponte Ferreira.
 
          4.1 - Almoço da Rainha D. Maria II, na Travagem
 
 
         Vinte anos após as batalhas que ali tiveram lugar e 16 sobre a criação do concelho de Valongo, D. Maria II e o seu séquito, ao regressarem de uma visita ao Minho, pela estrada de Guimarães ao Porto, foram obsequiados com um almoço na Travagem (Ermesinde), oferecido pela vereação do novo concelho valonguense.
O Diario do Governo, do dia 24 de Maio de 1852, na primeira página, publica uma carta do Governador Civil do Porto, Visconde de Podentes, dirigida ao Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Reino, Rodrigo da Fonseca Magalhães, relativamente à visita que a Comitiva Real (Rainha D. Maria II, seu marido com o título de Rei, D. Fernando II, e os príncipes, que, mais tarde, viriam a ser reis de Portugal, D. Pedro e D. Luís) fez ao Norte do Reino, e onde se faz referência ao almoço que foi oferecido a Suas Majestades, nesta cidade, no lugar da Travagem.
O teor da carta é o seguinte:
«Governo Civil do Districto do Porto / Ill.mo e Ex.mo Sr. = Tenho a honra de participar a V. Ex.ª, que tendo Suas Magestades e Altezas saído hoje de Santo Thyrso ás oito horas da manhã, e tendo-se dignado acceitar um bem servido almoço que tinha feito preparar, e lhes ofereceu na ponte da Travage a Camara de Vallango (sic), a sua entrada se verificou nesta cidade pelas duas horas da tarde, dirigindo-se Suas Magestades á Real capella de Nossa Senhora da Lapa, aonde assistiram a um solemne e pomposo Te-Deum, preparado e dirigido pela irmandade da mesma capella, no qual celebrou S. Ex.ª o Bispo da diocese. (...) / Deos guarde a V. Ex.ª / Porto 18 de Maio de 1852, ás quatro horas da tarde. = Ill.mo e Ex.mo Sr. Rodrigo da Fonseca Magalhães, Ministro e Secretario de Estado dos negocios do Reino. = Governador civil, Visconde de Podentes».
 
            5 - Conclusão
 
            Pelo que fica dito, ainda que de forma necessariamente sucinta, resulta a certeza de que toda a região valonguense foi directamente afectada pela situação de Guerra Civil em que o “Grande Porto” se viu envolvido, entre o Verão de 1832 e o de 1833.
            E, apesar das fontes serem contraditórias, no que respeita às descrições dos movimentos militares e, sobretudo, na contagem das vítimas que ia fazendo, também se torna evidente que os primeiros combates foram bastante violentos e provocaram grande número de mortos e de feridos, de parte a parte.
            A vida das gentes que então aqui viviam, ligadas na quase totalidade à vida agrícola, também foi significativamente perturbada. A fome e as doenças mortais: cólera e tifo iam ceifando vidas.
            As famílias foram seriamente afectadas e até a taxa de natalidade baixou significativamente, por exemplo, no caso da freguesia de Ermesinde, até 1831, registavam-se uma média de 43 nascimentos, que, durante os anos da Guerra, baixou para cerca de metade, apenas 23.
                 Mas o mais importante, é que os liberais saíram triunfantes, o País pode, com algum atraso e depois de novas dificuldades e lutas internas, modernizar a sua estrutura política e rumar a um futuro de maior esperança para a qualidade de vida dos portugueses.
 
Cronologia da Guerra Civil do Porto (1832-1834)
 
1832
8 de Julho – Desembarque em Pampelido.
9 de Julho – Entrada no Porto do exército liberal. 
14 de Julho – O primeiro ataque das forças miguelistas é desbaratado.
18 de Julho – Combates em Penafiel.
22 de Julho – Reconhecimento de Valongo, retirada para Rio Tinto.
23 de Julho– Combates na Formiga e Batalha da Ponte Ferreira.
8 de Agosto – Reconhecimento miguelista sobre o Norte do Porto.
8 a 11 de Setembro,– Ataques à serra do Pilar e ao Porto, que são repelidos. 
– Ocupação de Gaia pelos miguelistas.  
– Princípio do bombardeamento à cidade do Porto. 
16 de Setembro – Os constitucionais reocupam o cerro das Antas.
29 de Setembro – O ataque geral dos miguelistas ao Porto é repelido.
11 de Outubro – Batalha naval nas águas do Norte.
13 e 14 de Outubro – Ataques à Serra do Pilar, repelidos. O cerco aperta-se, com a artilharia a guarnecer a margem Sul do Douro.
14, 17 e 28 de Novembro – Vários ataques dos sitiados repelidos pelas forças sitiantes.
17 de Dezembro – Revista de D. Miguel ao seu exército sitiante.
20 de Dezembro – D. Miguel visita o Hospital das suas tropas na Formiga (Ermesinde)
 
 1833
24 de Janeiro – Ataques frustrados dos liberais às posições miguelistas, a Noroeste do Porto.
2 a 24 de Março – Ataques miguelistas às linhas leste e noroeste, repelidos.
9 de Abril – Os liberais ocupam o reduto do Covelo (Porto).
1 de Junho – Chegada ao Porto de reforços liberais, sob o comando de Palmela e Napier (futuro almirante da esquadra liberal).
13 de Junho – Saldanha é nomeado chefe do Estado-Maior do exército liberal.
24 de Junho – Ocupação de Tavira.
5 de Julho – Batalha naval no cabo de S. Vicente, saindo derrotada a esquadra miguelista.
25 de Julho – Ataque às linhas de defesa do Porto é repelido pelos liberais.
24 de Julho – O Duque da Terceira entra vitoriosamente em Lisboa. É evacuada a guarnição miguelista.
26 de Julho – D. Pedro embarca para Lisboa.
18 de Agosto – Saldanha vence a divisão miguelista no Porto, levanta o cerco pelo Norte e pelo Leste.
22 de Setembro – D. Maria II regressa a Portugal, vinda de França.
 
  1834
14 de Janeiro – Saldanha domina e fortifica Leiria.
23 de Março – Napier ocupa Caminha.
2 de Abril – Ocupação de Braga. 
3 de Abril – Ocupação de Valença. Expedição de Terceira ao centro do País.
8 de Maio – As forças liberais ocupam Coimbra.
17 de Maio – D. Miguel retira-se de Santarém para Évora.
27 de Maio – Convenção de Évora Monte.
 
Bibliografia
 
- A Gazeta de Lisboa, vários números, 1832.
- A Voz de Ermesinde, várias edições, designadamente as 337 (12 de Julho de 1988), 338 (Agosto de 1988) e 339 (Setembro de 1988).
- Beça, Humberto, Ermezinde, Monografia Historico-Rural, Porto, 1921.
- Cabrita, António Russo e Silva, Maria Margarida C. F., Monografia do Concelho de Valongo, 1973.
- Chronica Constitucional do Porto, vários números, 1832.
- Diario do Governo, de 24 de Maio de 1852.
- Dias, Manuel Augusto e Pereira, Manuel Conceição, Ermesinde / Registos Monográficos, 2 volumes, Ermesinde, 2001.
- Dias, Manuel Augusto, “A Batalha da Ponte Ferreira” in Boletim Municipal, Valongo, Janeiro de 1985.
- Dória, António Álvaro. Movimentos Políticos do Porto no Século XIX.
- Martelo, David, Cerco do Porto 1832-33 – A Cidade Invicta, Lisboa, 2001.
- Martins, Oliveira, Portugal Contemporâneo, Lisboa, 1881.
- Mattoso, José (direcção de), História de Portugal, quinto volume (o Liberalismo), Círculo de Leitores, 1993.
- Medina, João (direcção de), História de Portugal / Dos tempos pré-históricos aos nossos dias, volume X [Portugal Liberal (I)], Ediclube, 2004.
- Owen, Hugh, O Cerco do Porto contado por uma Testemunha - O Coronel Owen, Porto1915.
- P. Januário dos Santos, Alfena / Ontem e Hoje, Edição da Paróquia de Alfena, 1984.
- Santos, Eugénio dos, D. Pedro IV / Liberdade, Paixões, Honra, Círculo de Leitores, Rio de Mouro, 2006.
- Silva, Domingos Oliveira, O Convento da Mão Poderosa (dissertação para a Licenciatura em História), Porto, 1971.
- Soriano, José da Luz, História do Cerco do Porto, vol. I, Lisboa, 1846.
 
publicado por viajandonotempo às 10:41

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