VIAJANDO NO TEMPO...e no espaço!

Março 06 2009

  

1143 - 1185
D. Afonso Henriques - "O Conquistador"
25 de Julho de 1111 (Coimbra) - 6 de Dezembro de 1185 (Coimbra)
Casou com D. Mafalda de Sabóia e Piemonte, princesa italiana


Antes de ser reconhecido como rei, em 1143, teve de lutar com a sua própria mãe e com seu primo, D. Afonso VII, rei de Leão e Castela. Dedicou-se com grande empenho ao alargamento do território, conquistando terras aos mouros que ocupavam ainda grande parte da Península Ibérica, também por conquista, havia mais de quatrocentos anos. Esta actividade mereceu-lhe o nome de "Conquistador". Ocupou Lisboa (ajudado pelos cruzados), Santarém, Sintra, Almada, Palmela, Alcácer do Sal, Évora e Beja.
Tal como os seus sucessores, aproveitou os serviços das ordens religioso-militares, para combater os muçulmanos e para desenvolver a riqueza do país, que se baseava na agricultura.
As mais famosas ordens religioso-militares foram a Ordem do Templo (mais tarde, a Ordem de Cristo), com sede em Tomar, a Ordem de Santiago com sede em Palmela, a Ordem da Calatrava com sede em Avis e a Ordem do Hospital ou de Malta com sede no Crato.
No seu tempo, entre muitas obras, construiu-se o Mosteiro de Alcobaça.
 
Para aprofundar os conhecimentos sobre este rei, consulte:
 
 
 
1185 - 1211
D. Sancho I - "O Povoador"
11 de Novembro de 1154 (Coimbra) – 27 de Março de 1211 (Coimbra)
Casou com a princesa D. Dulce de Aragão e Catalunha

Procurou alargar o território português conquistando diversas cidades, sendo a mais importante Silves. O seu principal objectivo, como governante, foi aumentar a população, oferecendo vantagens aos cruzados que passavam pelos nossos portos, para aqui se fixarem. Isso explica que seja conhecido com o cognome de Povoador.
Três das suas filhas (D. Mafalda, D. Sancha e D. Teresa) distinguiram-se como freiras muito virtuosas, tendo sido beatificadas. D. Teresa foi durante algum tempo Rainha de Leão.
No tempo de D. Sancho começaram grandes lutas políticas entre o Rei e os principais fidalgos contra alguns bispos portugueses, que se prolongaram durante quase cem anos. No fundo, estava em causa a cobrança dos impostos, consequentemente a preponderância da influência política e económica, que nesse tempo estava muito nas mãos do clero. Os Reis pretendiam subtrair-lha.
Antes de ser rei seu pai tinha-o já associado à administração do território.
 
Para aprofundar os conhecimentos sobre este rei, consulte:

http://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/sancho1.html

 

 

 

1211 - 1223

D. Afonso II - "O Gordo"

23 de Abril de 1185 (Coimbra) – 21 de Março de 1223 (Alcobaça)

Casou com a princesa D. Urraca de Castela


Continuou a política de conquistar terras e aumentar a população. Ainda que Afonso II não fosse um rei com ardor guerreiro, ocupou pela última vez diversas cidades que os mouros tinham reconquistado.

Os seus homens de armas estiveram ao lado dos Castelhanos comandados por Afonso VIII de Castela, na grande vitória Cristã de Navas de Tolosa em 1212, e novamente com a ajuda dos cruzados, reconquistou Alcácer do Sal em 1217.

Continuou a luta contra o alto clero, sobretudo os bispos, e também teve lutas com os irmãos, sobretudo com as irmãs, não querendo entregar-lhes os bens que seu pai lhes legara para sua manutenção, pretendendo juntar nas mãos do monarca todos os poderes e todas as riquezas que fosse possível reunir. Por causa disso esteve em guerra com o rei de Leão, seu cunhado.
Procurou fazer o inventário de todos os bens da coroa, as chamadas “Inquirições”, para retomar os que haviam sido abusivamente subtraídos e evitar a usurpação futura.

 

Para aprofundar os conhecimentos sobre este rei, consulte:

http://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/afonso2.html

 

 

1223 - 1248
D. Sancho II - "O Capelo"
8 de Setembro de 1202 (Coimbra) – 4 de Janeiro de 1248 (Toledo)
Casou com a fidalga castelhana D. Mécia Lopes de Hero

 

 
Herdou o trono com 13 anos e embora sendo bom guerreiro, foi fraco administrador e político, completamente incapaz de resolver os problemas do reino deixados pelo seu pai. Depois de D. Afonso Henriques foi o rei que mais alargou as fronteiras de Portugal, ocupando Mértola, Alcoutim, Castro Marim e outras terras, seguindo o rio Guadiana, que lhe dava protecção a leste.
Na sua subida ao trono, Sancho II encontrou a igreja em grande ascendência, devido às concessões feitas pelo seu pai antes de morrer. Os bispos continuaram a luta e fizeram graves acusações ao Papa (acreditando-se que a maior parte delas eram injustas ou pelo menos exageradas). Vítima da sua falta de habilidade política acabou por ser deposto pelo Papa Inocêncio IV, em 1245, a favor de seu irmão Afonso, que residia em Bolonha, na França de hoje.
Isso ocasionou lutas intestinas durante três anos, pois D. Sancho II tinha alguns partidários fiéis. No entanto, saiu de Portugal e retirou-se para a cidade de Toledo, capital de Castela, onde morreu.
Como não teve filhos, o sucessor foi seu irmão Afonso, sendo o primeiro caso de sucessão régia anormal em Portugal.
 
Para aprofundar os conhecimentos sobre este rei, consulte:
http://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/sancho2.html

 

publicado por viajandonotempo às 21:32

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