VIAJANDO NO TEMPO...e no espaço!

Março 12 2009

 

 

1385 - 1433
D. João I - "O de Boa Memória"
11 de Abril de 1357 (Lisboa) – 14 de Agosto de 1433 (Batalha)
Casou com D. Filipa de Lencastre
 
Consolidou a sua posição no trono e, consequentemente, firmou a autonomia nacional portuguesa com a guerra que travou contra o Rei de Castela.
Confirmou a aliança de D. Fernando com o Duque de Lencastre, da Inglaterra, que sustentava direitos sobre a coroa de Castela, recebendo valioso auxílio na Guerra da Independência.
Para comemorar a mais importante batalha e o maior triunfo, mandou construir o Mosteiro de Santa Maria da Vitória (Mosteiro da Batalha), perto de Aljubarrota, local da peleja, em 14 de Agosto de 1385.
Iniciou a expansão ultramarina nacional, com a conquista de Ceuta e com o descobrimento da Madeira e dos Açores, dando continuidade, de certo modo, ao prosseguimento da luta contra os mouros no norte de África e dando maior expansão às actividades náuticas.
Sua esposa foi talvez a que mais se salientou pelas suas grandes virtudes e pelas invulgares qualidades dos seus filhos, “ínclita geração, altos infantes”: D. Duarte, D. Pedro, D. Henrique, D. Fernando, D, João e D. Isabel.
Foi um administrador modelar, monarca muito prestigioso e individualidade dotada de grande mérito.
Escreveu livros tratando temas intelectuais e actividades a que se dedicavam as famílias da nobreza.
 
Para saber mais sobre este rei, consulte:
http://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/joao1.html

 

 

 

1433 - 1438
D. Duarte - "O Eloquente"
31 de Outubro de 1391 (Viseu) – 9 de Setembro de 1438 (Batalha)
Casou com a princesa D. Leonor de Aragão

Continuaram as tentativas de expansão portuguesa, por via marítima, sendo atingidos na costa ocidental de África o Cabo Bojador e a Angra dos Ruivos.
Tentou-se, também, a conquista da cidade de Tânger, importante praça forte de Marrocos, onde o exército português foi vencido, tendo seu irmão D. Fernando ficado prisioneiro dos mouros na situação de escravo, ficando conhecido por Infante Santo.
Tomou medidas de fortalecimento do poder real, dando seguimento a iniciativas de seu pai. Começava, então, a radicar-se com vigor o absolutismo régio.
Portugal foi atingido por algumas epidemias que fizeram muitas vítimas, entre elas o próprio monarca.
Era muito culto, revelando grande ilustração intelectual.
Escreveu alguns livros de feição filosófica, a que se atribui os títulos de “Leal Conselheiro”, “Arte de Bem Cavalgar” e “Livro das Misericórdias”.
 
Para saber mais sobre este rei, consulte:
http://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/duarte.html
 
 
 
1438 - 1481
D. Afonso V - "O Africano"
15 de Janeiro de 1432 (Sintra) – 28 de Agosto de 1481 (Batalha)
Casou com sua prima D. Isabel de Lencastre
 
D. Afonso V era muito pequeno quando seu pai faleceu, pelo que ficou a governar a sua mãe e depois seu tio D. Pedro.
A nobreza de Portugal entrou em luta e o rei, já então a governar, não soube ou não quis evitá-la, antes se intrometeu nela, chegando a lutar com as forças de D. Pedro, seu tio e sogro, que sucumbiu ingloriamente no combate de Alfarrobeira em 1449.
Ainda teve a presunção de se apoderar da coroa castelhana, pensando no casamento com a filha do monarca falecido, sua sobrinha. Para tal entrou em guerra com os reis católicos, que terminou com o desaire sofrido pelas suas tropas na batalha de Toro.
No seu tempo foram ocupadas, em Marrocos, as localidades de Alcácer Ceguer, Arzila e Tânger.
Prosseguiu a expansão marítima, mas tal empresa ficou mal esclarecida porque naquele tempo havia enorme cuidado em que os acontecimentos não fossem conhecidos.
A exploração dos mares do litoral atlântico africano era feita em dependência de contratos de comércio, e talvez isso explique a não divulgação de nomes nem realizações, que efectivamente existiram.
Pode afirmar-se que se atingiu o arquipélago de Cabo Verde, a Guiné, S. Tomé e Príncipe, o Rio do Ouro, a Costa do Marfim, a Costa da Mina, a Serra Leoa.
No seu reinado, por iniciativa do regente D. Pedro, foi feita a compilação das leis antigas, constituindo as Ordenações Afonsinas.
 
Para saber mais sobre este rei, consulte:
 
 
1481 - 1495
D. João II - "O Príncipe Perfeito"
3 de Maio de 1455 (Lisboa) – 25 de Outubro de 1495 (Batalha)
Casou com sua prima D. Leonor de Lencastre
 
Realizam-se as últimas grandes tentativas de exploração marítima, havendo interesse em chegar depressa à Índia, grande fonte produtora das especiarias.
São feitas três expedições de grande importância, as duas viagens de Diogo Cão, que descobriu a costa de Angola e subiu o rio Zaire e a de Bartolomeu Dias que dobrou o Cabo da Boa Esperança, Cabo das Tormentas ou Cabo das Tempestades. Para obter informações sobre a Índia, mandou ali dois espiões muito competentes, Pêro da Covilhã e Afonso de Paiva, que nunca mais regressaram, mas ainda assim conseguiram fornecer indirectamente algumas notícias de interesse.
Em consequência dos descobrimentos marítimos, feitos especialmente pelos portugueses e espanhóis, foi assinado em 1494 o Tratado de Tordesilhas, que substituiu o Tratado de Alcáçovas, e dividiu entre os dois povos as terras já descobertas ou ainda a descobrir por um meridiano traçado, por imposição de D. João II, a 370 léguas a Ocidente do Arquipélago de Cabo Verde.
A nobreza do País continuava a habitual rebeldia contra a centralização do poder real, e o rei fez executar alguns dos seus membros, mesmo sendo alguns seus parentes, incluindo um seu cunhado, irmão da Rainha, o Duque de Bragança, que foi decapitado. Afirma-se que o próprio rei assassinou outro primo seu, o Duque de Viseu. Do seu casamento com D. Leonor, nasceu um filho, D. Afonso, que morreu num desastre de equitação em 1491, no Vale de Santarém, quando já era casado com D. Isabel de Castela e Aragão. Este facto motivou a terceira sucessão régia anormal, pois o rei tinha um filho bastardo, mas quem lhe sucedeu foi um cunhado e primo, D. Manuel I.
 
Para saber mais sobre este rei, consulte:
 
 
1495 - 1521
D. Manuel I - "O Venturoso"
31 de Maio de 1469 (Alcochete) – 13 de Dezembro de 1521 (Lisboa)
Casou com D. Isabel de Castela, D. Maria de Castela e com D. Leonor da Áustria
 
Antes de ser rei teve a dignidade de Duque de Beja.
Durante o seu reinado, Vasco da Gama descobre o caminho marítimo para a Índia em 1498, comandando uma frota já preparada pelo seu antecessor.
Pedro Álvares Cabral descobre o Brasil em 1500, quando a armada se dirigia à Índia, tendo atingido o Brasil por desvio de rota que se pensa ter sido programado. Descobrem-se ainda as ilhas de Ascensão e Santa Helena, certas zonas da costa dos Estados Unidos e do Canadá, e diversas ilhas da Oceânia.
Para comemorar o descobrimento do caminho marítimo para a Índia, D. Manuel edificou o majestoso Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, designado assim por ter sido entregue à Congregação de S. Jerónimo.
Construiu-se igualmente a Torre de Belém, que deveria ser uma fortaleza mas veio a ser uma das nossas mais interessantes construções arquitectónicas.
Com o ouro do primeiro tributo cobrado ao potentado de Quiloa, na costa africana do Índico, foi construída a famosa Custódia de Belém, que passa por ser o mais perfeito exemplar de joalharia portuguesa e se diz ter sido executada por Gil Vicente, certamente o que se distinguiu no teatro.
Iniciou-se a ocupação territorial na Índia e conquistaram-se diversas cidades no Oriente, entre as quais, Ormuz, Goa e Malaca. Notabilizaram-se no Oriente português muitas individualidades portuguesas, sendo as principais Vasco da Gama, Francisco de Almeida, Afonso de Albuquerque e João de Castro.
Foi feita nova compilação das leis, actualizando a anterior, tendo recebido a denominação de Ordenações Manuelinas.
Começa a empregar-se em Portugal a nova e revolucionária invenção - a imprensa, utilizada sobretudo para a edição de livros devotos, em boa parte com a protecção de sua irmã, a Rainha-viúva D. Leonor (por antonomásia chamda “Princesa Perfeitíssima”), que seria também a fundadora da Irmandade de Nossa Senhora da Misericórdia.
 
Para saber mais sobre este rei, consulte:
 
 
1521 - 1557
D. João III - "O Piedoso"
6 de Junho de 1502 (Lisboa) – 11 de Junho de 1557 (Lisboa)
Casou com D. Catarina de Castela e Aragão
 
No reinado anterior o prestígio de Portugal tinha atingido o apogeu.
Com este monarca começou a decadência nacional, entrando, por razões diversas, em declínio.
O enorme esforço quanto a exigências de pessoal, causou o amolecimento e debilidade. A abundância de riquezas fáceis e rapidamente adquiridas provocou comodismo.
Vendo que as praças marroquinas não ofereciam vantagens e exigiam sacrifícios, começaram a ser abandonadas, como aconteceu com Safim e Azamor.
Fez-se o primeiro recenseamento da população portuguesa, com a finalidade de se saber, com a exactidão possível, quantas pessoas tinha o nosso País.
Estabeleceu-se um importante tratado com a Espanha, o de Saragoça, que tratava da posse das ilhas Molucas, que Portugal também disputava.
Fizeram-se os primeiros contactos perduráveis com as terras do Extremo Oriente, as gentes chinesas e japonesas.
Foi fundada a Companhia de Jesus, grande baluarte católico que se opunha à difusão do protestantismo, tendo o seu primeiro convento sido instalado em Lisboa, junto da actual Igreja de S. Roque.
Estabeleceu-se o Colégio das Artes, em Coimbra, como instituto de preparação para o ingresso no ensino universitário.
Introduziu-se a Inquisição em Portugal, após insistente pedido junto do Papa. Efectuaram-se os primeiros Autos de Fé. Foi publicada a primeira lista de livros proibidos e editaram-se obras muito importantes – “Gramática” de João de Barros e “Menina e Moça” de Bernardim Ribeiro.
 
Para saber mais sobre este rei, consulte:
 
 
1557 - 1578
D. Sebastião - "O Desejado"
20 de Janeiro de 1554 (Lisboa) – 4 de Agosto de 1578 (África)
Não casou
 
Mais um caso de sucessão régia anormal, porque D. Sebastião era neto de D. João III e de D. Catarina da Áustria. Seus pais foram o príncipe D. João e a princesa D. Joana, filha do imperador Carlos V.
Nasceu após o falecimento do seu progenitor e é uma das razões para ter o epíteto de “O Desejado”. Como tinha só uns três anos de idade quando herdou o trono, governaram o país primeiro sua avó D. Catarina e depois seu tio-avô o cardeal D. Henrique, o seu sucessor no trono.
Foi criada a Universidade de Évora por iniciativa dos Jesuítas e com o patrocínio de D. Henrique, que durante bastante tempo foi arcebispo desta cidade. Fez-se a edição das obras de Gil Vicente, Garcia de Orta e Damião de Góis, e de “Os Lusíadas”, epopeia de Luís de Camões.
Ao arrepio do que seu avô D. João III tinha feito, pretendeu estabelecer um império cristão português em Marrocos, tendo organizado um grande exército para invadir e ocupar esse território, integrando-se ele mesmo nos quadros de comando. Por erros diversos e porque a empresa era demasiado temerária, as tropas lusitanas foram derrotadas em Alcácer Quibir e o rei desapareceu durante a batalha, nunca se encontrando o seu corpo e nem se registou o seu nome entre os cativos.
Os portugueses esperaram o seu regresso, criando-se assim o SEBASTIANISMO, que sustentava a crença de que voltaria um dia, numa manhã de nevoeiro.
É a segunda razão para ter o cognome de Desejado. Pensou-se no seu casamento com diversas princesas e mais insistentemente com D. Isabel Clara Eugénia, filha de D. Filipe II, rei de Espanha, mas nenhum destes projectos se realizou.
Governou Portugal durante dez anos, embora o seu reinado se estenda por vinte e um anos.
 
 
 
1578 – 1580
D. Henrique - "O Casto"
31 de Janeiro de 1512 (Lisboa) – 31 de Janeiro de 1580 (Almeirim)
Não casou
 
Outro caso de sucessão régia anormal em Portugal, pois D. Henrique era tio-avô de D. Sebastião. Com a notícia do desastre de Alcácer Quibir, foi aclamado rei e começou a governar. Ele tinha sido durante muito tempo regente do reino, durante a menoridade. O seu curto reinado corresponde a um período de transição entre dois monarcas efectivos, em que ele foi “soberano interino”.
Para se decidir quem poderia ser o seu sucessor, reuniram-se Cortes em Almeirim, que nada resolveram. Alguns autores atribuem a culpa a D. Henrique, que a não teve, porque estava já muito doente, por vezes até sem o pleno uso dos sentidos, mesmo em estado de coma, vindo a falecer dessa crise de saúde.
Era ainda muito novo quando foi nomeado arcebispo de Braga, de onde transitou para Évora e daqui para Lisboa, acumulando com o cargo de Regente do reino. Voltou a ser arcebispo de Évora, deixando o lugar vago para ser aclamado rei. Nessa altura tinha já sido nomeado cardeal, contava sessenta e seis anos de idade e era muito doente.

O curto reinado do cardeal D. Henrique não regista nenhum facto saliente. A grande preocupação nacional, de governantes e de muitos particulares, era pagar o resgate dos prisioneiros de guerra. Foi chamado “Casto” por ser um destacado eclesiástico e a isso comprometido voluntariamente.

 

Para saber mais sobre este rei, consulte: http://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/henrique.html

 

 

 

 

1580 - 1580
D. António - "O Determinado"
1531 (Lisboa) – 26 de Agosto de 1595 (Paris)
Não casou

Conhecido por Prior do Crato. Toma parte na batalha de Alcácer-Quibir e é feito prisioneiro. Resgatado, regressa a Lisboa para chefiar um dos partidos nacionais que se opunham à candidatura de Filipe II ao trono português.
Com a morte de D. Henrique as tropas filipinas entram em Portugal. Os partidários do Prior do Crato aclamam-no rei em Santarém; Lisboa e Setúbal recebem-no vibrantemente e, em breve, quase todos os burgos do reino alinham a seu lado.
Mas, não dispondo de exército organizado nem de recursos, é derrotado na batalha de Alcântara pelo exército castelhano.
Consegue fugir com dificuldade para o estrangeiro onde, nas cortes de França e de Inglaterra, procura obter auxílio para lutar contra Filipe II. Duas esquadras francesas enviadas à Ilha Terceira são derrotadas sucessivamente pelos castelhanos. A Terceira perde-se, como último bastião de D. António.
Vivendo miseravelmente em França, a expensas de Catarina de Médicis resolve passar à corte de Isabel I, pedindo novo auxílio. Os ingleses como represália contra o ataque da Invencível Armada, resolvem enviar a Portugal uma esquadra, comandada por Drake. D. António desembarca em Peniche mas sofre novo desaire.
Regressa a França e, depois de ter conseguido um novo auxílio de Henrique IV, morre em Paris de uma crise de uremia.
 
Para saber mais sobre este rei, consulte: http://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/antonio.html

 

 

 

 

 

 

publicado por viajandonotempo às 14:41

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