VIAJANDO NO TEMPO...e no espaço!

Março 13 2009

 

1581 - 1598
D. Filipe I - "O Prudente"
21 de Março de 1527 (Valhadolid) – 13 de Setembro de 1598 (Escorial)
Casou com D. Maria de Portugal, D. Maria Tudor, D. Isabel de Valois, D. Ana de Áustria
 
Teve como primeiro cuidado eliminar os focos favoráveis a D. António, sendo o principal o das ilhas dos Açores. Diz-se que, ao mesmo tempo, herdou e conquistou o trono de Portugal, por ter mantido as suas posições com o vigoroso apoio dos soldados espanhóis.
Em Portugal teve bastantes partidários, praticamente todos aqueles que não seguiram D. António. Os Duques de Bragança, muito estranhamente, desinteressaram-se quase totalmente do problema sucessório, pertencendo-lhes o mais legítimo direito, face às leis que regulavam a sucessão real.
Procurou manter a magnificência da corte portuguesa e até se interessou pela resolução favorável de muitos problemas governamentais, tanto em Portugal como nas conquistas portuguesas da América do Sul, da África, da Ásia e da Oceânia.
Criou em Lisboa uma escola profissionalizante a que se deu a designação de Aula do Risco, que começou a funcionar em 1594.
Deu incentivo a alguns estudiosos da História de Portugal, tendo sido publicada grande parte, quase a totalidade do repositório intitulado Monarquia Lusitana.
Era filho de D. Carlos I de Espanha (o imperador Carlos V) e de D. Isabel de Portugal. Apesar de ter casado quatro vezes, nenhuma das cônjuges foi rainha de Portugal, já que todas faleceram antes de ele se tornar rei de Portugal.
 
Para saber mais sobre este rei, consulte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Filipe_II_de_Espanha
 
 
 
1598 - 1621
D. Filipe II - "O Pio"
14 de Abril de 1578 (Madrid) – 31 de Março de 1621 (Escorial)
Casou com D. Margarida de Áustria
 
Foi piorando cada vez mais o sistema de governação, para o que contribuíram as condições gerais, francamente degradantes. Este soberano era decidido defensor da perseguição aos hereges, mouros e judeus. Designado por “O Pio” devido a ser muito devoto, e por Apático (por alguns historiadores espanhóis), acabam estes dois cognomes por definir a sua personalidade.
No seu tempo foi publicada a terceira compilação de leis portuguesas, feita por iniciativa de D. Filipe I, que vigorou durante longo período e foi conhecida por Ordenações Filipinas.
Os inimigos de Espanha apoderaram-se de diversos pontos que até então tinham estado nas mãos dos portugueses, na América do Sul, na África e no Oriente, tendo-se perdido alguns e recuperado outros pela força das armas.
Podemos recordar as perdas sofridas em Ceilão, na China e no Japão.
No entanto, os corajosos e audazes bandeirantes conseguiram empurrar para muito longe a linha definida no Tratado de Tordesilhas, ocupando o Maranhão e aumentando enormemente a superfície brasileira.
No seu tempo registou-se a publicação de diversos trabalhos literários de grande importância, como as obras de Duarte Nunes Leão, Francisco de Andrade, Fernão Mendes Pinto e outros.
Visitou Portugal no fim do seu reinado, em 1619, e quis assistir aqui a touradas e Autos de Fé.
 
Para saber mais sobre este rei, consulte: http://monarcas.no.sapo.pt/monarcas/filipe_2.htm
 
 
1621 - 1640
D. Filipe III - "O Grande"
8 de Abril de 1605 (Madrid) – 17 de Setembro de 1665 (Escorial)
Casou com D. Isabel de Bourbon
 
No seu reinado continuámos a perder diversas cidades, portos e praças de guerra, em diversos pontos do globo. Alguns lugares foram perdidos para sempre, embora outros tenham sido recuperados pela força das armas, como aconteceu em Pernambuco, S. Salvador e outras localidades no Brasil.
Em 1637, houve tumultos no Alentejo contra a política seguida pelo governo de Madrid. Pouco depois, em 1 de Dezembro de 1640, efectuou-se o movimento restaurador da independência e Portugal passou a ter rei próprio, D. João IV, neto da candidata ao trono em 1580, D. Catarina de Bragança.
A revolta da Catalunha, que também lutava pela independência, favoreceu indirectamente a posição portuguesa, pois aliviou a pressão militar exercida contra o nosso País.
Em boa parte, a conjura do 1.º de Dezembro foi feita também para que as nossas forças não fossem combater os revoltosos catalães.
Diversos países europeus andavam então em luta aberta contra a Espanha, na chamada “Guerra dos Trinta Anos”, e também isso nos beneficiou em larga escala.
 
Para saber mais sobre este rei, consulte: http://www.arqnet.pt/dicionario/filipe3.html
 

 

publicado por viajandonotempo às 11:51

Espero ser um leitor assíduo e atento.
Parabéns ao mestre em história.
Ver para crer a 13 de Março de 2009 às 12:34

É verdade.
É um verdadeiro mestre em história.
Eu por acaso sou aluno, e estava a fazer um trabalho e encontrei este blog espectacular.Deu muito jeito.
António a 11 de Novembro de 2009 às 11:50

e boe fixe este site de historia eu nao gastava de estudar historia mas agora gosto
daniel a 14 de Abril de 2011 às 14:06

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