VIAJANDO NO TEMPO...e no espaço!

Outubro 06 2009

 

AMÁLIA RODRIGUES
A “Rainha do Fado”
Ainda em vida, os que mais de perto privaram com ela ter-lhe-ão ouvido várias vezes dizer "não chego ao ano 2000" e acertou em cheio, morreu quase 3 meses antes de começar o ano 2000!
O corpo deixou de viver, mas o seu nome e a sua voz tornaram-se eternos.
O corpo teve honras de “Panteão Nacional” e o seu nome e a memória bem viva da sua existência estão por todo o lado, hoje que se completam dez anos sobre a grande despedida da “Rainha do Fado”.
 
Capa do Jornal de Notícias de 6-10-2009
 
Televisão, Jornais, Exposições… até uma Rádio que hoje nasce, servem para evocar essa Mulher Portuguesa que tão longe levou a canção tradicional portuguesa que está prestes a tornar-se Património Imaterial da Humanidade.
Um pouco por todo o país está presente o nome de Amália Rodrigues.
Aqui, no Grande Porto, o seu nome foi atribuído, ainda em vida dela, à Rua em Rio Tinto que do centro da cidade dá acesso directo ao Parque Nascente (actualmente, com as obras de expansão do metro portuense, tornou-se uma rua muito, muito movimentada).
  
 
Na capital, a sua morada mais efectiva foi a casa amarela do nº 193 na Rua de São Bento. Foi aí que Amália Rodrigues viveu mais de meio século. As memórias que guarda ajudam a recordá-la de forma mais intensa. Os grandes ramos de flores que ofereciam à grande Amália continuaram a chegar mesmo depois de ter partido. E, apesar das remodelações entretanto feitas pela Fundação Amália Rodrigues, muito conserva o aspecto que Amália lhe deu.
Amália Rodrigues nasceu em Lisboa, no Bairro de Alcântara, no dia 1 de Julho (data em que fazia questão de festejar o seu aniversário natalício, apesar do registo de nascimento consta o dia 23 de Julho de 1920). Tempo muito difíceis vivia então Portugal acabado de sair da Primeira Guerra Mundial que muitas complicações trouxe à vida política, económica e social portuguesa.
Nove anos mais tarde, inicia a frequência da Escola Primária da Tapada da Ajuda, onde fez a sua instrução primária.
Aos 14 anos, trabalhava como bordadeira, engomadeira e tarefeira. Um ano depois, isto é, com quinze anos, desfilou na Marcha de Alcântara e cantou pela primeira vez, acompanhada à guitarra, numa festa de beneficência.
Aos 18 anos, representando o Bairro de Alcântara participou no Concurso da Primavera. No ano seguinte, início da Segunda Guerra Mundial, estreou-se como fadista no “Retiro da Severa”.
No período final da Guerra, tem a sua 1.ª saída para o estrangeiro. O destino é o Brasil. Previa-se que estivesse lá seis semanas, mas acabou por estar três meses, tendo actuado no Casino de Copacabana (Rio de Janeiro).
No Brasil gravaria, em 1945, os primeiros dos 170 discos da sua carreira
publicado por viajandonotempo às 17:05

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