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Maio 31 2010

Mais de 4 milhões de pessoas já visitaram a Expo 2010, em Xangai

 

No passado dia 1 de Maio, foi inaugurada, com pompa e circunstância, em Xangai uma das maiores áreas metropolitanas do mundo, com mais de 20 milhões de habitantes – a EXPO 2010, que se prolongará por um período de seis meses. Inúmeros estadistas (quer dos países asiáticos mais próximos, quer de países europeus) estiveram presentes no acto inaugurativo, como o Presidente Francês, Nicolas Sarkozy, e o Presidente da Comissão Europeia, o ex-primeiro ministro português, José Manuel Durão Barroso.

Neste 1.º mês, a EXPO 2010 já foi visitada por mais de 4 milhões de pessoas e prevê-se que o número de visitantes possa chegar, pelo menos, aos 70 milhões.

 

Xangai é desde o passado dia 1 de Maio o centro de todas as atenções devido à Exposição Mundial, que tem como tema: “Melhores Cidades, Maior Qualidade de Vida!”

Trata-se da maior exposição mundial de sempre, ou não tivesse ela lugar no país mais habitado do mundo (cerca de 1400 milhões de habitantes), que já deu nas vistas ao organizar, em Pequim, os Jogos Olímpicos de 2008.

A “Expo 2010” foi declarada aberta por o actual presidente chinês, Hu Jintao. Nela participam a larga maioria dos países deste planeta (de um total de 203, participam nesta Expo, 189 estados independentes). Entre eles inclui-se, naturalmente, Portugal. Refira-se, aliás, que, durante muito tempo, os portugueses residentes em Xangai constituíram a maior comunidade estrangeira residente naquela cidade chinesa.

A Expo 2010 ocupou o bairro de Pudong, em Xangai, procurando concretizar um projecto que possa servir de modelo a uma “vida urbana sustentável e harmoniosa”, bem dentro da temática da Expo, que se revê em muitos dos pavilhões construídos, designadamente nos denominados Pavilhão Urbano, Pavilhão Estar na Cidade, Pavilhão Planeta Urbano, Pavilhão Pegada Ambiental e Pavilhão do Futuro.
A Expo de Xangai custou cerca de 40 mil milhões de euros, ocupa uma enorme área, calculada em 528 hectares, perto o dobro da Expo 98, em Lisboa (que se ficou pelos 330 hectares), e espera a visita de quase 100 milhões de pessoas até ao final do mês de Outubro. Lisboa, na “Expo dos Oceanos”, recebeu cerca de 12 milhões, dos quais apenas 5% teriam sido estrangeiros. Refira-se que a Expo 98, a última do século XX, foi considerada como a melhor Exposição Mundial de sempre pelo BIE – organismo internacional que tem a responsabilidade de escolher as cidades que organizam as exposições mundiais.

Esta Expo, desde início, fica marcada pela polémica de terem sido desalojadas 18 mil famílias que ocupavam a área que foi destinada ao evento.

Entre as curiosidades associadas à Expo Xangai 2010, refira-se o facto de o hino nacional chinês desta vez ter sido cantado por Jackie Chan, actor herói de filmes de acção de Hong Kong, para os milhares de convidados presentes à inauguração, entre os líderes políticos de duas dezenas de países, designadamente o Presidente francês, Nicolas Sarkozy e José Manuel Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia.

Ainda no capítulo das curiosidades, fique a saber que a “Multilingues” portuguesa traduziu para mandarim milhares de páginas de documentação diversa, em apoio aos vários participantes nacionais nesta Expo Mundial.

Ao longo dos 184 dias de Expo Xangai, os visitantes desembolsarão com a entrada os seguintes valores: 10€ (uma tarde), 18€ (um dia normal), 45€ (três dias) e 100€ (sete dias).

 

Pavilhão de Portugal na Expo Xangai 2010

 

Portugal, o 1.º país da Europa a encetar relações comerciais com esta região do mundo e com contactos seculares com a China, não podia deixar de estar presente nesta grande Exposição Mundial, dando especial atenção ao potencial de negócios de que usufruirão as empresas nacionais no mercado chinês, expondo ali os produtos e serviços nacionais.

“Uma praça para o mundo, um mundo de energias” é o lema do Pavilhão Português, na Expo 2010. O Pavilhão de Portugal tem 2000 metros quadrados, é todo revestido a cortiça (material nacional, reciclável e ecológico), fica situado na Praça Europa e dispõe de um espaço para espectáculos com capacidade para 1200 pessoas.

Foi seu arquitecto Carlos Macedo e Couto, radicado em Macau, que acumulou, também, a responsabilidade da decoração e organização interiores.

O nosso Pavilhão tem, no interior, um espaço expositivo onde se dá grande relevância ao papel de mediador que Portugal teve, desde o século XVI, com a China. Aí se procurará, igualmente, pôr em evidência a realidade tecnológica portuguesa actual, patente em sistemas de operação por simulação computorizada, liderada pela empresa portuguesa Y-Dreams, sob a orientação do professor António Câmara e por sistemas de energias renováveis.

O 1.º visitante do Pavilhão de Portugal foi Wu Junchao, estudante chinês de 20 anos, que frequenta o Curso de Química numa universidade de Pequim. Levantou-se às 7 horas da manhã, duas horas antes da abertura da Expo de Xangai, e foi o 1.º a dirigir-se ao nosso Pavilhão, tendo referido tratar-se de “um pavilhão fantástico”!Nunca tendo estado em Portugal justificou, assim, à Lusa, a sua escolha: “Portugal é uma grande nação”!

Um dos primeiros visitantes portugueses foi o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, acompanhado pelo embaixador de Portugal na China, Rui Quartin Santos, pelo Cônsul-geral em Xangai, Monteiro Lemos, e pelo Comissário-geral português, Rolando Borges Martins. Até ao momento presente cerca de 400 mil pessoas já visitaram o Pavilhão de Portugal.

A 6 de Junho será comemorado o Dia de Portugal na Expo'2010. O fado será o grande destaque na programação desse dia, contando com a presença de Mariza, a mais conhecida e premiada das cantoras portuguesas da actualidade, que dará dois concertos: um às 11.05, no Momento Cultural da Sessão Institucional que se realizará no Átrio do Expo Center; o outro às 20.00, no Auditório do Expo Center, que tem capacidade para 2500 pessoas.

Nesse mesmo dia, à tarde, pelas 17.30, exibir-se-á o grupo Amália Hoje, em homenagem a grande fadista Amália Rodrigues. Actuará na Praça Europa, um recinto ao ar livre com 6000 lugares, mesmo junto ao Pavilhão de Portugal.

O Programa do Dia de Portugal será ainda enriquecido com uma "Arruada Minhota" oferecida pela Câmara Municipal de Viana do Castelo. Ao longo do 6 de Junho, exibir-se-ão ainda um rancho folclórico, um conjunto de Mordomas ricamente vestidas, um grupo de Zés Pereira, um outro de Cabeçudos ou Gigantones e um agrupamento de Gaitas de Foles que farão várias animações na Praça Europa.

As comemorações do Dia de Portugal prolongar-se-ão até ao dia 7 de Junho, com um grandioso espectáculo, intitulado Cores de Saudade/Xiang Sin Ran, que reúne um grupo de músicos dos dois países (Portugal e China) com destaque para o guitarrista António Chaínho. O fado há-de voltar a Xangai, ainda durante a Expo 2010, provavelmente em Setembro, com a jovem Raquel Tavares e com um espectáculo da companhia de dança Quorum Ballett.

publicado por viajandonotempo às 17:45

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