VIAJANDO NO TEMPO...e no espaço!

Maio 13 2009

 

AFONSO DE ALBUQUERQUE

 

Afonso de Albuquerque nasceu em Alhandra por volta de 1462, numa família aristocrática (filho segundo de Gonçalo de Albuquerque, Senhor de Vila Verde de Francos), sendo educado na corte de D. Afonso V. Foi um dos mais valorosos portugueses dos séculos XV e XVI, tendo-se destacado como grande estratega militar, como navegador e sobretudo como administrador português no Oriente.
Em 1476 acompanhou o ainda príncipe D. João II nas guerras com Castela, tendo estado, em Arzila e Larache em 1489, e em 1490 fez mesmo parte da guarda de D. João II, tendo voltado novamente a Arzila em 1495.
Em 1503 é enviado à Índia, no comando de três naus, tendo participado em várias batalhas, erguido a fortaleza de Cochim e estabelecido relações comerciais com várias cidades e reinos vizinhos, entre os quais o de Coulão.
Regressou a Portugal em 1504, onde expôs a D. Manuel o seu ponto de vista acerca do futuro português na Índia. A criação de um verdadeiro império no Oriente, passava, segundo Afonso de Albuquerque, pela conquista de posições estratégicas nos mares do Índico.
Aceite o seu plano pelo monarca português, seguiu para a Índia, em 1506, como capitão-mor do mar da Arábia. Apesar das forças diminutas de que dispunha, conquistou Omã e submeteu Ormuz (em 1507).
Em 1508, terminou o triénio de D. Francisco de Almeida como Vice-rei, devendo suceder-lhe D. Afonso de Albuquerque. O certo é que a relação entre ambos se complicou, valendo a chegada ao Oriente do marechal D. Fernando Coutinho, em Outubro de 1509, que colocou D. Afonso de Albuquerque no poder, de acordo com a vontade real.
Já como vice-rei da Índia, em substituição de D. Francisco de Almeida, conquistou Goa (em 1510) e entrou no Mar Vermelho em 1513. Com a conclusão da construção da fortaleza de Ormuz em 1515 concluiu o seu plano de domínio dos pontos estratégicos que permitiam o controle marítimo e o monopólio comercial da Índia.
Do seu plano geo-estratégico fez igualmente parte a conquista da importante cidade de Malaca que controlava toda a navegação entre a Índia e o extremo Oriente. Em 1511, com apenas 800 portugueses e 200 malabares conseguiu conquistar aquela importante cidade, edificando de seguida uma fortaleza para protecção de Malaca e do seu estreito. Ao regressar a Goa, o seu barco naufraga, perdendo todos os tesouros apreendidos na cidade logo após a sua conquista. Entre eles consta que havia estátuas em ouro maciço, de tamanho natural.
Ao chegar a Goa encontra a cidade cercada, mas através de uma inteligente manobra militar consegue tomar ao inimigo o Forte de Benastarim, e salvar a sua cidade. Em 1913, faz algumas digressões pelo Mar Vermelho.
Para além de conquistar todas as cidades que considerasse com valor estratégico para o domínio português, Afonso de Albuquerque seguiu, ao mesmo tempo, uma política de miscigenação, estimulando o casamento das indianas com os seus soldados e marinheiros, que depois ficavam a servir na administração do território. Assim, formaria uma nova geração luso-indiana que seria incapaz, no futuro, de expulsar do território a ascendência portuguesa.
Afonso de Albuquerque foi um grande marinheiro e estratega militar, além de ter uma grande capacidade como diplomata e estadista. Foi ele que criou as bases do importante e rico Império Português do Oriente.
Mas estes grandes homens, são, com frequência vítimas de intrigas palacianas que sempre fazem as suas vítimas. Foi o que aconteceu com D. Afonso de Albuquerque. Em deambulações pelo Oceano Índico, ao serviço de Portugal, e quando pensava ser ainda o Vice-rei da Índia foi informado por uma embarcação indígena de que havia sido substituído. Terá proferido, então, a famosa frase: «Mal com el-rei por amor dos homens, e mal com os homens por amor de el-rei!».
Em 16 de Dezembro de 1515, expirou na barra de Goa, à vista da cidade que conquistou, cujo povo nutria por ele a mais profunda admiração, uma vez que sempre os governou, com respeito e justiça.

 

publicado por viajandonotempo às 15:32

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